Miyazaki Diz Que Gênero Soulslike Nasceu do Desejo dos Fãs por Mais Dark Souls

Em uma revelação que redefine a origem de um dos estilos de jogo mais influentes da última década, Hidetaka Miyazaki, o diretor por trás de Elden Ring e Dark Souls, atribui o surgimento do gênero Soulslike a um desejo coletivo dos jogadores. Em entrevista recente, o presidente da FromSoftware explicou que sua equipe não inventou uma fórmula mágica, mas sim capturou uma fome que já existia no mercado. Dessa forma, o estúdio apenas ofereceu o prato que os fãs sempre quiseram, mas não sabiam como pedir.
Uma demanda oculta, uma resposta perfeita
Miyazaki foi claro ao descrever o processo. Em vez de criar algo totalmente novo, a equipe mergulhou em suas próprias raízes, especificamente na série King’s Field dos anos 90, para construir a espinha dorsal de Demon’s Souls em 2009. O objetivo era simples, porém ambicioso: transformar a morte em uma ferramenta de aprendizado. Por isso, cada derrota se tornou uma lição orgânica, parte essencial do ciclo de jogo. Graças a essa visão, o estúdio preencheu uma lacuna óbvia no cenário da época, que carecia de desafios intensos e significativos.
O diretor foi humilde ao analisar o fenômeno. Ele acredita que o sucesso veio de uma coincidência feliz entre o DNA de design da FromSoftware e o que faltava nas prateleiras. Em outras palavras, a empresa canalizou um anseio dos gamers em uma experiência coesa. Esse olhar retrospectivo, compartilhado em 2026, mostra como uma intuição apurada sobre o público pode gerar um legado que dura mais de 15 anos.
A filosofia que virou pilar da indústria
Como essa ideia se materializou na prática? A resposta está na construção de um loop de jogo onde a perseverança é recompensada. A jogabilidade punitiva, porém justa, exige paciência e estudo. Além disso, a narrativa ambiental conta histórias através de detalhes visuais e lore fragmentada, convidando o jogador a investigar. Miyazaki reforçou que a grande descoberta foi provar que é viável construir uma experiência onde a dificuldade não é um obstáculo, mas sim o caminho principal.
Desde então, essa filosofia moldou não apenas os sucessos da From, como Sekiro e o premiado Elden Ring, mas também incontáveis títulos de outros estúdios. Em 2026, a influência do Soulslike permanece dominante, permeando desde produções independentes até blockbusters de grandes publishers. Os elementos fundamentais popularizados pelo estúdio japonês agora são linguagem comum no desenvolvimento de games.
O legado vivo em 2026 e além
Qual é o resultado prático dessa influência hoje? Podemos observar alguns pilares que se tornaram padrão no mercado:
- A morte como mecânica de progresso: O “try again” não é mais um simples recomeço, mas uma etapa fundamental para dominar padrões e aprender com os erros.
- Narrativa não linear e ambiental: A história não é entregue de mão beijada. O jogador precisa conectar os pontos espalhados pelo mundo, o que cria uma sensação única de descoberta.
- Combate tático e baseado em padrões: Botões apertados aleatoriamente levam à derrota. A vitória exige observação, timing e uma estratégia clara.
- Mundos interconectados e cheios de segredos: A exploração é constantemente recompensada com itens, áreas escondidas e fragmentos de lore.
Portanto, quando você enfrenta um chefe desafiador em um jogo moderno, aquele que exige paciência e repetição, está interagindo com um legado cultural. Esse legado nasceu de uma conexão rara entre criador e jogador. Miyazaki e sua equipe souberam escutar um apetite por desafios reais, um desejo que já pulsava na comunidade gamer muito antes de Demon’s Souls surgir. A lição que fica, especialmente neste começo de 2026, é que as inovações mais duradouras muitas vezes vêm de entender profundamente o que as pessoas já desejam. A FromSoftware não criou o fogo, mas soube como acendê-lo.



